A disputa central do nosso tempo é entre democracia e barbárie. Em diferentes partes do mundo, o pensamento fascista cresce, alimentado pela crise econômica que permanece desde 2008, por consequência do agravamento da insegurança social, pelo medo do futuro, e pela descrença nas instituições, que não respondem às necessidades impostas pelo empobrecimento do mundo. O pensamento fascista ocupa as redes digitais , se alimenta com a desinformação e o ressentimento com a ordem vigente, mas no novo tempo preserva sua essência histórica: a negação do outro, o culto à força, a perseguição aos vulneráveis e o autoritarismo como resposta simplista aos problemas complexos.