Não conheço antídoto melhor contra o cinismo e o autoengano, pragas gêmeas que corroem os cérebros da nossa espécie neste século, do que a ficção científica da americana Ursula K. Le Guin , que nos deixou em 2018. Ao ler nesta semana declarações de poderosos brasileiros sobre petróleo que só posso classificar como obscenas, o que me veio à cabeça é um diálogo do romance "Os Despossuídos", publicado pela autora em 1974.